
Gosto do som do silêncio. De todos os sons que o silêncio faz. Eu gosto de me calar, só para ouvi-lo.
Há um grande número de coisas para serem ditas por mim, mas eu não vou dizer.
Ouço as coisas distantes da minha cabeça, vejo imagens, vejo os seus contornos e não digo.
Seus pensamentos, às vezes, são ralos demais e não fazem som nenhum.
Talvez por isso você me pergunte tanto. Mas eu não sei responder.
Meu dever, nessa hora, será enviar sinais silenciosos. Eu recebo os seus, que você manda sem querer,
e envio os meus. Seus pensamentos crescerão mais do que a palma de sua mão,
você não poderá mais segurá-los. Eles farão muito barulho.
Então, você não vai mais perguntar quando eu estiver calada, pois vai se calar também.
Nenhum comentário:
Postar um comentário